sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Vamos tomar um banho gelado!




Não me adores, envolve-me!
Diz-me que te dou a volta à cabeça sem nunca te tocar o coração.
Não me compreendas, não me encantes, e não me aconchegues antes de adormecer.
Dá-te só um bocadinho, aos poucos, a muito custo.

Os abraços que te dou não são para te sentir respirar.

Tenta não me olhar nos olhos, não morder o lábio enquanto me ouves. E o meu cabelo, não lhe sintas tão profundamente o perfume.
Nem penses colar-te ao meu pescoço e respirá-lo, para de seguida sossurrares o meu nome, como se sempre o tivesses sonhado.
Ah! A tua pele morena que não toque a minha, não quero sentir o teu calor nem o peso do teu corpo perfeito.
Por favor essa música não, não agora.

O ambiente, o clima que nos embriaga a mente e nos deixa tão leves, esquece!

Não me toques assim, não proves que sabes, não sorrias hoje para mim.
Não quero, não podemos.

Mas não te sei mentir!

Faltas tu

Esta é a parte da noite em que todos vão para casa, acompanhados. Em que qualquer violoncelo que toque eu vou sentir a falta de algo. E dói pelo tempo que passou, e dói mais ainda só de saber que é passado, e que qualquer promessa minha de sorriso morre na tua ausência. Não de atenção que há sempre quem empreste, mas de amor, e partilha, meu amor, que ninguém te respira e te sente em cada movimento como eu. Até já... Meu amor nunca sonhado.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Nasceu derrotado



Já tive sofrimentos bem grandes e difíceis de ultrapassar. Este sentimento não é mais forte do que os outros, é na verdade mais cansado, mais desiludido. Este não consegue engolir a felicidade dos outros, revolta-se pelo tempo que passou desde o tempo em que era alimentado.
Este sentimento não teve oportunidade de crescer, já nasceu derrotado, emprestado, e sem valor.
Foi um sentimento que fingiu sempre não existir para não incomodar, foi apenas ficando. E agora não está em lugar nenhum, viaja de beijo em beijo, e nunca fica para amar porque não é aquela a sua casa.
Ainda o trago comigo, fechado e a pertado, a ver se morre.
Um dia há-de desaparecer da minha caixinha, e eu vou pensa-lo dispensavel, e lembra-lo como exagerado e parvo.
 

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Não posso mentir






Tenho saudades tuas! Poxa, tenho e não posso mentir. Escondo-me atrás de portas mal fechadas, tranco as janelas, mas não fujo para muito longe. Tudo me lembra de ti. Não há regaço que me aconchegue, nem cidade que me ofusque as lembranças.
Tenho saudades, e minto quando falo sobre ti, continuando a engolir as lágrimas que me são proibidas.
Falo sem nexo e sinto sem sentido, confundo sonhos e histórias.
Não te amo e talvez nem te queira para mim, mas tenho saudades tuas J.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Conversa no carro

Não voltes como dantes... fresca, completa, ingénua. Não espero a tua graça de menina, a tua pureza até nos erros. Não peço que sejas como no princípio, que estejas presente nos piores momentos (já sobrevivo sem ti), e por favor não jures que me amas (apesar de eu te amar) na tua próxima bebedeira, na casa de banho de um bar qualquer. Cansei da poesia que o alcóol te faz contar em palavras enroladas e lágrimas confusas. Volta renovada, volta com sinceridade. Com consciência do que somos sozinhas.
Volta num todo. Sem restrições, sem espaços em branco ou meninas pelo meio. És tu ou não és.
Não te divido... aceitas isso ou desistes de vez.
Já não há espaço para erros. Esgotou-se toda a paciência, o coração quer descansar.
Aceito-te como tu a mim, ou não vale a pena continuar a escrever.
O tempo passou, o castelo ruiu, o mundo comentou e ri de nós neste momento.
Não é com passividade que este assunto morre, depende de força e atitudes para se resolver. Pensa. Depende de ti.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Não me chateia mesmo

Não me deem conselhos quando eu não os pedi, e por favor, palmadinhas nas costas não. Também dispenso os sorrisos cínicos e tão bem treinados.
Sim queridas, sou mesmo ruiva, sou giraça, tenho piada, e penso bastante. Apareço quando quero e circulo onde quiser. Visto isto, bebo aquilo, e vocês daqui a umas semanas fazem igual (mas só por acaso).
Aproximo-me das pessoas pelo que podemos partilhar e proporcionar mutuamente, e não pelo que elas me podem dar.
E sou eu que escolho com que me relaciono, e não o contrário. Sei quem está ao meu lado, e quem se esforça para que eu fique lá atrás.
Mas nao me prolongo mais com este assunto porque estou a ficar entediada.
Vou descansar os meus olhos azuis.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

"Só hoje, só mais um dia..."







Lembro-me de ti, já tarde a chegar.
Sempre leve e de sorriso rasgado,
E em segundos eu parar e pensar
Se eras tu que eu queria ao meu lado.

Lembro-me de ti no meu colo, e abraçado
Falavas das saudades que sentias.
E nesses momentos eu teria jurado
Que era sincero o que me dizias.

Em jeito de piada, de desafio, foste ficando
"Só hoje, só mais um dia..."
Praias, noites e pirilampos iam passando
E eu ignorava o que em mim nascia..

Vou deixar que adormeças
Hoje, no meu colo, como sempre.
E amanhã talvez não te esqueças
Que é ainda nosso o presente.

Vou deixar que me leves
Nas tuas noites, pela mão,
E talves te entregues,
Que nunca mais me digas que "Não".